quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

IGREJA RESTAURADA - parte 2


IGREJA SOLIDÁRIA

Base bíblica: Apocalipse 2:1-7; I Coríntios 13:8,13.

A Bíblia nos ensina que tudo deve ser feito por amor. É o amor que nos leva a servir, e é o amor que nos deve conduzir como igreja.

A Igreja de Éfeso estava a cair no erro, como muitos de nós, de fazer as coisas (servir) sem amor. Perdendo a sua genuína e pura motivação para realizar a obra. Muitas vezes fazemos na “amarra”, porque nos mandaram, porque nos foi imposto e poderão haver consequências por parte da liderança. Liderança que se impõe, que manda, não está a agir correctamente. Liderança segundo o coração de Deus, pede [p.f. ver estudo sobre “Submissão e Obediência”, último parágrafo].

Muitas Igrejas esquecem-se aquilo que Jesus ensinou, que o mundo nos conheceria se nos amássemos uns aos outros (João 13:35). Assim é que o mundo nos reconheceria como verdadeiros filhos de Deus. Mas o amor tem ficado esquecido! Com a ânsia de fazer crescer ministérios, muitos seminários se têm realizado sobre o crescimento de igrejas. Gastam imenso tempo e recursos preciosos a ensinar outros como fazer crescer a sua igreja, estratégias, actividades a realizar, como criar ondas, etc. Somente Deus pode fazer a Igreja crescer. A nós nos compete amar. Amar todos aqueles que Deus ama, sem olhar para raça, cor, condição social, etc. Amar os outros como a nós mesmos! (Mateus 22:37-40)

A igreja actual tem abandonado o essencial e ficado com o periférico. Facilmente abandonamos os princípios e valores imutáveis pela glória transitória deste mundo.

Éfeso é exemplo de igreja pois teve atitudes e posicionamentos louváveis, cuidou do seu comportamento ético, trabalhou arduamente, foi perseverante e não desanimou, teve forças espirituais para suportar os impostores da fé, os falsos mestres, prevalencendo numa doutrina equilibrada e sadia, leal ao Evangelho. Contudo, o grande erro foi deixar o AMOR.

Doutrina sem amor corre o risco de assumir uma rigidez dogmática. Pessoas são descartadas em nome da doutrina. O contrário também é possível: desprezar os princípios e valores imutáveis do Evangelho para acalmar ou acomodar pessoas que estão em pecado. Isso ainda se vê hoje.

Se doutrina sem amor é legalismo, amor sem doutrina é frouxidão e relaxo.

Quando damos prioridade a algo na igreja e esse algo é feito sem a perspectiva do amor, isso significa que, claramente, fizemos uma opção pelo periférico, e não pelo essencial que é “fazer tudo [mesmo tudo] com amor” (I Coríntios 16:14).

Quando fazemos as coisas na igreja, ou fora dela, na base do amor, é porque já crescemos espiritualmente o suficiente a ponto de Jesus continuar a ser nosso primeiro amor.

A IGREJA QUE TEM O PROPÓSITO DE SERVIR EM AMOR “CRESCE E EDIFICA-SE A SI MESMO EM AMOR, NA MEDIDA EM QUE CADA UM REALIZA A SUA FUNÇÃO” (Efésios 4:16). Esse esforço de cada parte e de toda a igreja deve ser “motivado pelo amor” (I Ts 1:3).

A igreja cresce se houver amor. Os seus fiéis permanecem se houver amor. Se não houver amor, os infiéis não entrarão nela, ou não permanecerão nela. Os seus membros procurarão outra igreja, outra liderança que viva em amor.

Se a igreja não pratica o amor, Cristo tirará o “candelabro”. Persistir em tal estrada equivale a deixar de ser Sua Igreja, mesmo que mantenha o placar de igreja.

É possível uma igreja ser igreja sem ser Igreja de Cristo? É perfeitamente possível! Se não existe solidariedade (amor), não existe comunhão com Jesus nem com as demais comunidades.

[Tema a ser desenvolvido em seminário].
Esta meditação não pode ser copiada ou usada sem autorização do autor.

IGREJA RESTAURADA - parte 1

INTRODUÇÃO

Desde o início o homem só tem feito asneiras atrás de asneiras, estragando os planos de Deus. Em Génesis relata o pecado de Adão e Eva, os quais contaminaram a raça humana, afastando-os do relacionamento que Deus desejava ter com o homem. Foi necessária a vinda de Jesus para reconciliar o homem para com Deus. Jesus criou a Sua Igreja, pois o Seu povo escolhido O rejeitou. Desde então, os apóstolos ficaram com a tarefa de propagar o Evangelho e criar uma comunidade de pessoas que se regessem pelos padrões de Deus.

Contudo, ao estudarmos a História da Igreja Cristã, vemos inúmeras situações acontecerem que nos envergonham como cristãos. As lideranças conduziram a Igreja trazendo modismos doutrinários que não eram concordantes com os princípios relatados na Bíblia. A contaminação iniciou-se logo ao início.

Mas, graças a Deus, por aqueles que apesar de todas as dificuldades, e remando contra as marés doutrinárias erradas, mantiveram-se firmes aos princípios inabaláveis de Deus.

Não quero falar do passado, mas abordar alguns problemas que a igreja actual precisa examinar para que ela seja uma IGREJA RESTAURADA PARA CUMPRIR O PROPÓSITO PARA A QUAL ELA FOI CRIADA por Jesus.

Costuma-se a dizer que a igreja é o que a sua liderança é. Pois bem, a igreja, que é o conjunto dos seguidores de Cristo, seguem uma liderança. Se ela é uma boa liderança, segundo o coração de Deus, então essa igreja está no bom caminho. Contudo, sabemos que existem más lideranças à frente de igrejas as quais não estão a dar princípios correctos aos seus fiéis. Nos tempos em que vivemos, cada vez mais lideres se levantam com toda a sorte de doutrina. A própria Bíblia alerta para esse pormenor!

Alguns líderes cristãos vêm os seus colegas de ministério como concorrentes, gerindo as igrejas como se fosse uma empresa, transformando suas igrejas em espectáculos com melhores atracções que os seus pares, passando a tratar os que ali assistem como clientes. “Que iremos fazer para manter as pessoas a virem à nossa igreja? Temos que ter isto e aquilo!”

É urgente igrejas, em que a liderança seja amorosa, que se interesse verdadeiramente pelas pessoas tal e qual como elas são, transmitindo a vida abundante que Jesus prometeu. Contudo, vemos amargura, indiferença, materialismo, soberba e alienação social entre os cristãos de uma mesma comunidade.

A Igreja Cristão, que Jesus levantou, não está a conseguir responder às necessidades actuais da nossa geração. Por isso é urgente meditar um pouco, parar, silenciarmo-nos e examinar, para que a Igreja seja restaurada ao propósito para a qual foi criada.

Se a Igreja perde o seu propósito, perde a sua missão, e sem missão para nada presta, senão para ser pisada pelos homens.

Este estudo não pode ser copiado ou usado sem autorização do seu autor.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

TRANSFORMANDO O FRACASSO EM TRIUNFO

A maior parte das versões da Bíblia em português usa como epígrafe da primeira narrativa de Lucas 5, “A Pesca Maravilhosa”. Trata-se de um grande milagre. Tentemos considerar as seis lições gerais do milagre:

1.º De qualquer lugar em que Jesus esteja, Ele sempre nos contempla (vers. 2). Jesus estava rodeado de uma grande multidão, mas Seu olhar observavam todos os passos e gestos de Simão Pedro. Ele olhava Simão Pedro lavando as suas redes, sinal de finalização de uma tarefa. Contudo, Jesus não queria que ele terminasse a sua tarefa, e sim que a recomeçasse; e que a fizesse com sucesso.

2.º O milagre não aconteceu, até que Jesus entrou no barco (vers. 3 a). Esse barco pode significar a nossa vida, nossa família, negócios, igreja, célula, mas especialmente o nosso coração. Nada de miraculoso acontecerá connosco, se o Senhor nãoe estiver connosco no barco. Jesus quer operar no nosso barco. Isto nos encaminha directamente ao reino das experiências pessoais.

3.º Existem certos gestos e palavras de Jesus que a princípio nos parecem de difícil compreensão (vers. 4). Vejamos alguns exemplos: Ninguém entendeu quando Jesus cuspiu nos olhos do cego, e, Marta e Maria não entenderam quando Jesus aparentemente atrasou sua ida até Betânia, quando seu irmão tinha falecido. Como dizer, também, para Simão Pedro para regressar ao local dos seus fracassos?

4.º A verdadeira vitória não vem quando acusamos, mas quando confessamos (vers. 5 a). Os anos de experiência como pescador não foram suficientes para evitar um grande desapontamento em Simão. Podemos correr o perigo de estarmos fazendo coisas inúteis. Podemos correr o perigo de estarmos com o anzol e não estarmos apanhando nada, ou estarmos com o machado, sem o cabo. Mesmo os pescadores mais amadurecidos podem experimentar um desapontamento. Mas desaponta-mento não é a última estação da vida. Veja, por exemplo, isto na vida de Paulo.

5.º A palavra de Cristo muda todas as situações (vers. 5 b). A palavra de Cristo transformou um homem desapontamento num homem triunfante; levou uma multidão de peixes para o lugar da pesca; etc. A palavra de Cristo é a chave eterna para o nosso sucesso.

6.º O grande segredo do milagre da pesca milagrosa (vers 3 b). O grande segredo é afastar-nos (santidade). Afastar um pouco da terra significa evitar a influência do mundo. Significa não nos misturarmos com a lama (resultado de terra + água). Significa elevarmos o nível de nossas palavras, de nossa mente. Significa orarmos mais e buscarmos mais da presença, do poder e da glória de Deus. Afastar-se um pouco da terra significa aproximar-se um pouco do Céu.

Concluindo... Todos os desapontamentos têm um fim. O seu também virá!

O VERDADEIRO DISCIPULADO

Como cristãos nosso alvo deve ser em tudo imitar a Deus, pois ser cristão é ser seguidor ou discípulo de Cristo.

Hoje em muitas igrejas fala-se de discipulado. Ainda bem que assim é. Infelizmente para algumas a ideia de discipulado está incorrecto. Irei explicar.

Fazer discípulos é ordem de Deus. Mateus 28:19, segundo algumas versões, “Portanto, ide, fazei discípulos…”; outras dizem, “Portanto, ide, ensinai…” Fazer discipulado é ensinar. Ensinar o quê? Ensinar a ser igual a Cristo, ou seja, ser discípulo, ou seguidor, de Cristo.

Mas devemos ser “discípulos de A ou B”? A Bíblia nos ensina que devemos ser discípulos de Cristo. No início da igreja cristã, havia quem queria ser discípulo deste ou daquele, contudo a Bíblia somente ensina que somente devemos imitar, em tudo, “aquele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa Luz”, ou seja, Jesus.

O próprio apóstolo Paulo, a quem deveras admiro imenso, ele disse para serem imitadores dele, assim como ele era imitador de Cristo. Paulo era um exemplo de pessoa a seguir, porque visivelmente ele era um verdadeiro discípulo de Cristo. Ele era um líder que tinha que ter a sua vida de acordo com os ensinos de Cristo. Ele era um exemplo a seguir. Assim como ele conseguia imitar a Cristo, todos que olhassem para ele, poderiam ver que era possível imitar Cristo, por isso ele disse: “Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo” (Fp 3:17).

Todos os cristãos são chamados a serem discípulos de Cristo, e não de homens que são falíveis. Se você for imitar um homem, ele irá falhar. Cristo jamais falhará. Seus pensamentos são dignos de serem seguidos, seus ensinos são dignos de serem praticados.

Acredito em DISCIPULADORES/orientadores, que nos ajudam no nosso crescimento espiritual. Eles são os nossos pais na fé, que nos dão alimento, que nos aconselham (Atenção que aconselhar não é dar ordens. Cada um tem livre arbítrio dado por Deus para decidir por si mesmo.), que nos ajudam nas nossas necessidades, etc… que são como se fossem quase pais naturais.

“Mas os pais naturais dão disciplina!” Pois, os pais espirituais, discipuladores, também dão disciplina! O verdadeiro significado de disciplina é ensino, é compartilhar o Evangelho, os princípios contidos na Palavra, para os fazer prosperar. São eles os responsáveis por ensinar o ABC do Cristianismo e ajudá-los a crescer nele.

Os bons discipuladores/orientadores (pais) dão o exemplo; sabem que, para liderar é preciso ganhar o respeito das pessoas. Orientam o discipulado de acordo com os pontos fortes e as fraquezas que detectam em si - e sabem se é uma pessoa mais criativa ou mais analítica. Também sabem se aprende melhor visualmente ou através da oralidade. Sabem quando precisa de uma palmadinha nas costas ou de um "pontapé no traseiro". Quem tem um discipulador/orientador assim, pode considerar-se afortunado.

Muito mais ficará por dizer, mas o essencial fica aqui.

SUBMISSÃO E OBEDIÊNCIA

Existe no meio cristão, e não só, uma ideia deturpada por algumas pessoas mal intencionadas do significado profundo do que é submissão e obediência. Jamais se poderá falar sobre este assunto sem ter noção dos princípios de autoridade que existem.

Existem três princípios de autoridade superiores, que são: Deus, a Sua Palavra (Bíblia) e a nossa consciência. A seguir a estas três autoridades vêm as outras todas.

Lá porque está escrito em Hebreus 13:17 “obedecei a vossos pastores e submetei-vos a eles, não quer dizer que tudo que nos for dito por esses pastores, teremos que fazer. Temos que analisar o que nos foi dito pela nossa consciência, pelos princípios da Palavra e também se não vai contra o coração de Deus. Digo isto porque há muitos pastores por aí liderando igrejas. Muitos deles não sabemos que tipo de pastores são, de onde vieram, quem os consagrou para servir a Deus, o que fazem, o que ensinam, etc. A própria Bíblia alerta para falsos pastores que parecendo pastores, são “lobos vestidos de ovelhas”.

É extremamente importante nos tempos em que vivemos, sabermos quem é o nosso pastor, como é a sua vida, analisar bem o que nos é ensinado, analisando todos os pormenores para então submetermo-nos a eles, depois de verificada a sua “pureza” de pastorado.

Temos observado nos últimos anos uma proliferação enorme de igrejas, muitas oriundas do Brasil, trazendo consigo seus ensinos visivelmente ou não misturados com misticismo, espiritismo e outros “ismos”.

Há pouco tempo atrás ouvi dizer que um dito pastor tinha pregado que Jesus era inferior a Deus, contudo ao analisarmos a Bíblia, vemos que Jesus é Deus encarnado, na forma de homem (João 1:1 – Jesus é o “Verbo”).

1 – SUBMISSÃO

Ser submisso não é ser tapete. Para Deus e a Sua Palavra temos que ser 100% submissos sem jamais questionar. Quanto aos homens, que são falíveis, e muitas vezes com intenções erradas, precisamos de saber muito bem a quem nos submetemos. Muitas vezes até chegar a este nível de submissão a uma pessoa leva anos. Ninguém conhece o outro de um dia para o outro. Que tipo de pessoa é ele? O que diz corresponde com a realidade? Que motivação tem? È uma pessoa bem influenciada ou influenciável? Tudo deve ser analisado antes de qualquer submissão, principalmente, submissão espiritual.

Não seja submisso a “lobos disfarçados de ovelhas”! Conheça bem sua liderança!

A Bíblia ensina-nos que devemos ser submissos a nossos pastores. Esta submissão deve ser feita quando ela produz o bem.

Se a liderança produz medo, então ela não vem de Deus. Se você faz algo porque lhe mandaram, mas por medo, então é bom saber que “o medo não é de Deus.” Algo estará errado! Se agir com medo, é melhor dizer que não cumprirá. Se deturpar a Palavra, não cumpra, pois se formos obedientes à Palavra e a Deus (autoridades superiores), Deus sempre nos abençoará.

Portanto, SUBMISSÃO É A DECISÃO VOLUNTÁRIA DE SEGUIR A LIDERANÇA, ENQUANTO ELA NÃO VIOLAR A PALAVRA DE DEUS.

2 – OBEDIÊNCIA

Não devemos obedecer a tudo o que nos dizem, pois a CONSCIÊNCIA É UMA AUTORIDADE SUPERIOR QUE PODERÁ LEVANTAR-SE EM OPOSIÇÃO A UMA AUTORIDADE INFERIOR.

Actos 4:18-21 mostra-nos que os discípulos receberam ordem para que deixassem de evangelizar. Eles cumpriram? Não! Uma autoridade superior lhes tinha dado ordem para pregar (Marcos 16:15-18).

Mais importa obedecer a Deus do que aos homens (Actos 5:21-29). Se qualquer pessoa em autoridade nos dá uma ordem que vá contra a nossa consciência e/ou a Palavra de Deus, e/ou Deus, então não devemos obedecer.

Obedecemos sim quando essa ordem é dada e há paz na nossa consciência, está de acordo com os princípios relatados na Palavra (Bíblia) e não vai contra Deus. E melhor falando, um bom líder não ordena, mas pede, assim evitar-se-ão problemas organizacionais que provocariam resistência à sua autoridade.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

SANTIFICAÇÃO NÃO É OPCIONAL

Algumas pessoas crêem que podem fazer jogo duplo com Deus. Quando estão na igreja, agem como santos; durante a semana, acham que não precisam viver o Evangelho. Estas pessoas estão equivocadas, porque a SANTIDADE DE VIDA NÃO É OPCIONAL AOS FILHOS DE DEUS. Não posso ser santo hoje e amanhã achar que não preciso ser. Não se trata de ser fanático por santidade, mas sim de ser coerente com o que a Bíblia diz. Ela nos mostra que SANTIFICAÇÃO É BÁSICA PARA TODO O QUE QUER APROXIMAR-SE DE DEUS.

Hb 12:14 – “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém poderá ver o Senhor.”
Aqui temos a declaração aberta e radical, de que SEM SANTIFICAÇÃO, NINGUÉM VERÁ A DEUS. Você tem amigos que se dizem convertidos, e levam a vida como o diabo gosta? É bom mostrar-lhes esta passagem, para que resolvam em que “equipa” vão ficar: na de Deus, ou na de Satanás. Jesus deixou claro isso, quando disse que “ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6.24).

I Pd 1:14-17 – “Como filhos da obediência, não vos moldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é Santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque Eu Sou santo. Ora, se invocais como Pai aquele que sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação.”

Esta passagem mostra que, SE AGORA OBEDECEMOS A DEUS, NÃO PODEMOS PRATICAR AS MESMAS COISAS ERRADAS, como fazíamos antes de entregarmos as nossas vidas a Cristo. Nosso procedimento diário tem que seguir o padrão d’Aquele que nos chamou: o próprio Deus. Ele é Santo e exige que Seus filhos também o sejam, em seu viver. “Sede santos” está no imperativo.

I Ts 4:3-8 – “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição; Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; Não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus. Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o SENHOR é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos. Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas sim a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo.”

Quando entendemos que neste texto, a palavra PROSTITUIÇÃO significa “toda a imoralidade em pensamento ou acção”, LASCÍVIA significa “desejo exagerado por sensualidade” e também DEFRAUDAR tem o sentido de “usar o corpo sensualmente para trapaçar e roubar”, não temos dúvidas quanto ao que Deus quer de nós: A SANTIFICAÇÃO DEVE CONTROLAR NOSSAS EMOÇÕES.

I Co 6:9-11 – “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.”

Dá para entender que no céu haverá muitos “ex” qualquer coisa. Ex-prostitutas, ex-adúlteros, ex-efeminados, ex-ladrões, etc., desde que tenham, em ARREPENDIMENTO, se aproximado do Senhor CONFESSANDO e ABANDONADO a prática dos seus pecados (I Jo 1:9).

I Ts 5:22,23 – “Abstende-vos de toda a aparência do mal. E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo.”

Esta passagem mostra que DEUS NOS VAI AJUDAR NESTE PROCESSO DE SANTIFICAÇÃO. No entanto, TEMOS A NOSSA PARTE A REALIZAR: decidir fugir do mal e resistir ao diabo (Tg 4:7). A força para derrotá-lo virá de Deus, mas a decisão de resistir ao que é errado e de levar Deus a sério no dia-a-dia, é nossa!

TOMANDO DECISÕES SABIAMENTE - A Autoridade das "Vozes"

Neste mundo em que vivemos, existem muitas “vozes” que nos dizem o que devemos fazer. Temos as ‘vozes’ dos nossos pais, da família, do cônjuge, das tradições, dos professores, dos amigos, do bem, do mal, dos nossos líderes religiosos, etc.

Por vezes torna-se difícil perceber que rumo tomar quando há um tumulto de “vozes” nas nossas cabeças, principalmente quando temos que tomar decisões importantes.

Contudo há uma hierarquia de “vozes” que devemos ter em atenção, a fim de darmos prioridade de atenção, porque há “vozes” com mais autoridade que outras.

Muitos têm enveredado por caminhos e decisões errados, porque não têm dado atenção à autoridade das “vozes” que nos atingem. Neste estudo, não querendo ser exaustivo, quero fazer-nos compreender a hierarquia ou autoridade das “vozes” com as quais temos diariamente de decidir se obedecemos ou não.

1 - A autoridade máxima é a voz de Deus.

Com a Sua voz Deus criou todas as coisas (Gn 1). Se Deus falou, podemos estar certos é verdade, pois Ele é a Verdade! N’Ele não há engano, e todas as Suas ordens ou orientações devem ser tidas em conta para o nosso bem. Todas as outras “vozes” devem-se inclinar perante a Sua “voz”. Ele é a autoridade suprema.

2 – A voz da Bíblia.

A Sua voz pode ser conhecida hoje pela Bíblia, pois ela é a vontade escrita de Deus. Se queremos saber o que Deus deseja para nós, então é a ela que devemos consultar. Nela está contida orientações preciosas para o homem que o ajudarão a viver melhor a vida.

3 – A voz da consciência.

A consciência é o conjunto do conhecimento do bem e do mal. Esse conhecimento pode estar “contaminado” ou não, de acordo com vida que temos tido. Para alguns a consciência já não acusa quando mentem ou enganam, etc., porque já a deixaram ficar contaminada. Mas quando os princípios de Deus são fortalecidos pela Bíblia, então podemos ter a certeza que nossa consciência é uma consciência não contaminada, pois, quando fazemos algo que vai contra os princípios e padrões de Deus, logo a nossa consciência nos acusa que estamos tomando decisões ou caminhos errados.

Como cristão, se eu não agir de acordo com o conhecimento que tenho da Palavra (Bíblia), a minha consciência me condenará, não ficarei tranquilo em meu interior. Ser-me-á de peso.
Por vezes outras pessoas, e até mesmo outros cristãos, julgam os seus pares porque não fazem isto ou aquilo. Pois ninguém pode julgar os outros por agirem de acordo com a sua própria consciência.

Conselho: Se te disserem para fazer algo que tua consciência diz para não o fazerem, então não o faças, porque se o fizeres irás atrair peso sobre a tua vida.

Jamais alguém poderá ditar ordens a outros violando as suas consciências.

Exemplo bíblico: Há coisas que estão escritas na Bíblia, que a elas devemos obedecer, pois são ordens de Deus. Visto ser uma autoridade superior à consciência, devem ser obedecidas sem qualquer obstáculo. Contudo há coisas que a Bíblia deixa à nossa consciência de fazermos ou não. No caso relatado em I Coríntios 8:8 a 10, referente a comer ou não comer determinados alimentos, o apóstolo Paulo mostra que para algumas coisas o que é correcto para uns pode ser incorrecto para outros. Ele exorta a cada um agir de acordo com a sua própria consciência para que não peque. Ele enfatiza que o mais importante é a atitude de amor e cuidado que devemos demonstrar uns para com os outros. Com este ensino ele chama os coríntios para o equilíbrio e sensatez.

4 – Outras vozes inferiores em autoridade.

Existem vozes de autoridade naturais (governos, polícias, pais, familiares, professores, patrões, tradição e costumes, etc.) e também vozes de autoridade espirituais (líderes religiosos).

Aqui há muito que se lhe diga, e ao qual devemos prestar atenção a alguns detalhes.

Quanto às autoridades naturais, há “vozes” que devemos dar ouvidos e outras vezes não. Se é dito algo que vai contra Deus, a Sua Palavra, e/ou a nossa consciência, é claro que não devemos seguir essa “voz”. Exemplo: Se sou contra uma determinada Lei que foi aprovada, mas que vai contra os princípios de Deus, é claro que não vou ser a favor dela!

Em termos de autoridade espiritual, cada cristão deverá estar sob uma liderança espiritual (Ef 4:11).

Hb 13.17 fala “obedecei a vossos pastores [guias], e sujeitai-vos a eles…” “Obedecei” e “sujeitai-vos” são duas palavras diferentes: a primeira significa fazer o que nos foi pedido sem coração, e a segunda significa fazer o que temos a fazer com coração, ou seja, algo que nos foi pedido mas que também nasce no nosso coração (sem peso na consciência).

Contudo, antes de nos submetermos a uma liderança pastoral, precisamos de conhecer bem a quem nos estamos a submeter espiritualmente. A responsabilidade de sermos “submissos”, conforme Hb 13:17, descreve a posição do cristão a ser convencido pelo ensino dos líderes. Não devemos segui-los cegamente, mas também não devemos mostrar uma atitude de rebeldia em relação a eles. Em outro estudo meditaremos melhor sobre a diferença entre submissão e obediência (publicado a 14 de Janeiro).

Ao longo da História da Igreja Cristã muitos líderes se têm levantado que não são exemplo de vida íntegra, sua fé não é de ser imitável, antes são abusadores da autoridade que têm para manipular, dominando e não sendo servos (Lc 22:16; I Pd 5:3).

Um líder espiritual tem que ser um pai (latim, padre), assim como Deus é o Pai da Igreja, que guiou, amou, cuidou. Um líder não é senhor sobre, ou possuidor dos seus seguidores.
Melhor que fazer algo por obediência a uma ordem dada, é quando nos submetemos (nasce do coração) e a cumprimos sem qualquer peso de consciência, sabendo que o que estamos a fazer, é correcto (não vai contra a Sua Palavra – Bíblia) e agrada o coração de Deus.