quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Respeito

Foi aprovado no meio deste ano, pelo Supremo Tribunal dos Estados Unidos da América (EUA), o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Já faz alguns meses, para não falar em anos, que ambos os lados se têm 'degladiado' em manifestações, palavras, etc. 

Todas as pessoas têm algo que se chama 'livre-arbítrio', ou seja, capacidade de escolha. E assim, viver de acordo com as suas escolhas pessoais, mesmo que os outros não concordem. Contudo, algo que é importante, é respeitar os outros. Há uma frase célebre, que ouvia muito nas aulas de Filosofia: "A minha liberdade acaba, quando invado a liberdade do outro."

Posso não concordar com o tipo de vida que algumas pessoas decidem viver, mas meu papel neste mundo - do ponto de vista cristão - deve ser sempre demonstrar o meu amor pela pessoa em si. Nossa "luta" não deve ser jamais contra a pessoa, ou pessoas, em questão (para os conhecedores da Bíblia saberão o que ela diz a respeito).

Não é preciso "alimentar" guerras em ambos os lados! Guerra chama por mais guerra! Respeito chama por mais respeito!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Bodes e Ovelhas

“Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial. Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes.” (Mateus 25.31-32)
Jesus veio e nos trouxe o Reino de Deus. João diz em seu evangelho que Ele veio a nós cheio de graça e de verdade (Jo 1.14). Pela graça somos aceites por Deus como somos. Com nossas limitações, imperfeições, vícios, enfim, com nossos pecados. Somos amados e aceites como estamos. Ele nos perdoa e recebe como filhos amados e constrói uma comunhão verdadeira connosco. Ele nos faz seus amigos. Mas também há a verdade que Jesus nos trouxe. A verdade nos confronta, expõe nossos enganos e hipocrisias. Desafia-nos a mudar, a abandonar atitudes e costumes contrários ao Reino de Deus. Desafia-nos a obedecer, a nos submetermos a Deus.
São dois aspectos complementares: somos aceites sem mudanças e somos desafiados a realizar mudanças. E se de fato nos entregamos para ser aceites, nós mesmos concordaremos com as mudanças que precisamos, embora nos sintamos presos e até gostemos de atitudes e costumes que precisem ser mudadas. Acabamos compreendendo que essas mudanças representam melhorias em nossa vida, um aperfeiçoamento de quem somos. Algumas se estabelecerão e outras serão continuamente um campo de luta para nós. Mas o fato é que a graça e a verdade estarão actuando em nossas vidas, levando-nos à paz de pertencer a Deus e à luta para viver uma nova vida.
Que cristianismo é nosso? A graça e a verdade estão actuando em nossa vida? Cada um de nós só pode responder por si mesmo e somente Deus conhece o coração de todos. Sempre corremos o risco de errar ao tentar julgar o outro. Por enquanto todos somos beneficiados pelo foro íntimo e pelo “in dubio pro reo”. Todos podemos dizer “sim, sou um cristão”, sendo ou não. Mas as Escrituras afirmam que um dia Jesus, que nos trouxe a graça e a verdade, julgará cada pessoa. Ele que vê o íntimo e conhece o coração, que não comete enganos, separará “bodes e ovelhas”. Não precisamos nos surpreender e não devemos nos enganar. Podemos escolher agora de que lado queremos estar.

PERDÃO – QUANDO DEVEMOS PERDOAR?

Para os cristãos, o perdão é um tema de base. É algo que sabemos que devemos fazer, mas nem sempre sabemos como o conseguir. Na realidade, quase toda a gente acaba por se deparar com esta necessidade de lidar com situações que, intencionais ou não, deixaram a sua “marca” negativa.

Ao longo desta série de artigos, vou falar de alguns aspectos que considero relevantes e também acerca de algumas noções e passos práticos de “como perdoar”.
 
70 x 7

Jesus disse para perdoarmos ao nosso ofensor não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete. Parece muito, parece um exagero. E temos a tendência para pensar que “não somos assim tão burros” a ponto de permitirmos que continuem a maltratar-nos sem qualquer reação da nossa parte. No entanto, o foco não é não haver reação e muito menos incentivar-nos a permitir ou pactuar. Num dos próximos artigos irei abordar este aspecto da permissividade.
 
Ofensa imperdoável 

É comum eu deparar-me com pessoas que passaram por uma situação tão grave que acreditam que nunca conseguirão perdoar. Mas afinal, perdoar é mesmo isso. Perdoar é aquilo que precisamos de fazer quando o assunto é tão sério que não podemos simplesmente passar por cima ou “deixar para lá”. Se é algo ligeiro e inconsequente, será mais fácil de ultrapassar e não terás que passar pela luta de perdoares… ou continuares a viver com esse fardo destrutivo dentro de ti.
 
É difícil 

Perdoar é difícil. Na realidade, é uma luta de gigantes. E torna-se ainda mais doloroso quando o que te fizeram (ou deviam ter feito e não fizeram) teve consequências, teve um custo (emocional ou outro) que és tu quem tem que suportar. Ou quando é uma situação que se repete — tu lutas; tu pensas que perdoaste; consegues sentir-te menos amargo… e a outra pessoa volta a fazer o mesmo. E a tua ferida volta a abrir, não só por causa desse momento, mas por todas as vezes que essa mesma situação já aconteceu; por tudo o que já investiste dentro de ti para te libertares da dor; por verificares mais uma vez que não conseguiste.
 
Sentimentos de culpa 

Quando sabes que deves perdoar, que esse é o teu papel, surge outro problema — a culpa de continuares a pensar nisso, a sentir a dor, a teres a consciência de que na realidade ainda não perdoaste coisa nenhuma. Essa culpa até poderá fazer sentido. Mas ela não leva a um caminho de saída. A sensação de culpa não direciona para a mudança; pelo contrário, ela agrava o problema.
 
Escravo 

Há dias, um cliente meu estava a dizer que tem perfeita consciência de que o seu ofensor dorme descansado toda a noite, enquanto ele continua às voltas na cama a lutar com as suas insónias.

A falta de perdão é isso mesmo. Continuas escravo daquilo que o outro te fez. Continuas a permitir que a ofensa dele continue a ser eficaz em te destruir. Ou seja, aquilo que te fez tanto mal quando aconteceu, continua a fazer-te o mesmo mal de cada vez que te lembras disso. O teu agressor continua a agredir-te, sem ter que fazer nada para isso.

Talvez estejas a viver uma situação dessas quase a tempo inteiro… talvez uma situação que já dura há anos… ou há décadas.
 
A raiz de amargura rouba a tua capacidade de viver. Podes continuar escravo dessa amargura… ou libertar-te do poder destrutivo daquele que te maltratou.


A escolha é tua!